Arquivo | maio, 2011

Entendendo a essência das pessoas

28 maio

Um ponto importante que muitas vezes esquecemos de tratar no processo de formação de líderes é que eles lidam com pessoas, e as pessoas não são iguais; elas têm diferentes necessidades, gostos, opiniões, modo de se expressarem e não pensam somente sob princípios racionais, mas também emocionais.

Para que a liderança consiga atingir seus objetivos devemos levar em consideração que para que as pessoas ajam do modo previsto, elas têm de estar engajadas. Mas como engajar pessoas com características diferentes?

Rudolph Giuliani, político americano, disse em uma de suas palestras que o líder deve comunicar diretamente, pois “atinge a mente e o coração das pessoas, realizando comunicações emocionais. Ele é um professor e um motivador e sabe conversar com as pessoas.”

Quando o líder “fala” com as pessoas particular e diretamente as pessoas se sentem mais ouvidas e mais importantes nos processos da organização, e tendem a trabalhar em prol do objetivo estabelecido.

Por Amanda Bueno.

Natura: gestão baseada em liderança

26 maio

Em 2008 a Natura implantou um sistema de gestão baseado em 3 pilares: processos, cultura e LIDERANÇA. Coube à essa mudança, também, um Programa de Formação de Líderes, que seria iniciado em 2009.

“O foco principal da mudança foi tornar a empresa mais leve, ágil e eficiente na tomada de decisões, com menos níveis hierárquicos, mais próxima dos consumidores e do mercado. Mobilizamos e engajamos a organização como um todo para alavancar esse processo.”  (Disponivel em http://www2.natura.net/. Acesso em 20/05/2011)

A Natura acredita que a formação de lideranças ajuda a alavancar os negócios e prepara seus colaboradores para, cada vez mais, ocuparem cargos estratégicos dentro da Organização.

26 colaboradores participaram do Programa que trazia 3 módulos conceituais básicos: Cultura (Jeito Natura de Ser), Inovação, Inspira e Realiza. Além de atividades teóricas e práticas, eles também atuaram como consultores sociais de comunidades próximas, com o objetivo de aproximar a organização à elas e fortalecer a visão de sustentabilidade dos líderes.

Esperava-se que o líderes vivenciassem a Essência Natura na pratica, exercitassem a liderança como agentes de transformação social e inovassem.

Com a nova gestão, a Natura entrou para o ranking da Fortune, revista americana, na lista das 20 empresas principais em formação de líderes no mundo, em 16ª lugar.

“Não adiante a liderança ser apenas ética; ela tem que ser eficaz. Não quero um líder que seja bom em cima de pessoas fracas – o desafio é ter pessoas éticas e capacitadas, e é este profissional que quero trabalhando comigo!”, disse Guilherme Peirão Leal, Fundador e co-presidente do Conselho de Administração da Natura Cosméticos, em seminário internacional em 2005.

As organizações têm que, não apenas formar líderes, mas alinhar o seu planejamento com a cultura da organização, transparência e ética, sem perder o foco do objetivo. Com todos os pontos alinhados o sucesso da ação será mais acertivo, assim como pudemos acompanhar no caso da Natura.

Por Amanda Bueno

Espelho do líder – Promovendo mudança de atitude na organização

24 maio

Todas as empresas desejam alcançar o patamar no qual todos os seus funcionários atuam de maneira alinhada aos seus valores, políticas e princípios organizacionais.

Tal posição, porém, exige um esforço árduo e constante da comunicação, para que, primeiramente, as atitudes desejadas nos colaboradores estejam expostas de maneira clara. Manter esse público sempre atualizado e fazê-lo sentir ouvido e parte importante desse processo também é fundamental.

Vem, então, a parte indiscutivelmente mais complicada: promover, de fato, a mudança de atitude.

Segundo John Kotter, professor da Harvard Business School, a principal razão pela qual as pessoas mudam seus hábitos e sua maneira de agir em uma organização está fortemente atrelada à consistência entre o que a liderança fala e faz, em porcentagem consideravelmente superior aos efeitos causados pela consistência dos processos e os veículos de comunicação interna.

Ou seja, quando o líder passa uma orientação e ele mesmo a cumpre, isso gera resultados efetivos muito mais intensos do que aqueles gerados por outros esforços da comunicação interna. Quando uma figura de liderança atua de acordo com a cultura organizacional, as pessoas ao seu redor também o fazem.

Não adianta o líder passar uma informação, se ele próprio agir de forma contrária, pois as palavras perdem seu valor e assim o trabalho não é concluído.

Nesse ponto, nos deparamos com outro eventual problema, um que pode ser bem grave. E se o líder não colabora? Pode acontecer. Seja por não achar o processo válido, seja por não entender o seu papel. Pode ser que ele não esteja disposto a participar. E é aí que devemos nos atentar à comunicação focada no público líder, para alertá-los e conscientizá-los da importância que detém nesse cenário. Esse é o nosso papel, mostrar aos líderes o quanto a ajuda e colaboração deles é fundamental para o bom resultado e para a mudança de atitude, na qual os colaboradores possam tomá-lo como exemplo.

Por Patrícia Coelho

Fonte: RH Portal – Artigo: Liderança e Motivação – E.P. Oliveira

O papel do líder diante da crise financeira

20 maio

Diante da crise financeira ocorrida entre 2008 e 2009, muitas empresas foram prejudicadas direta e indiretamente, porém poucas conseguiram tirar proveito disso e superar as consequências.

Foi o caso da empresa Mapfre Seguros, cujo presidente Antônio Cássio dos Santos ordenou aos seus funcionários que não pronunciassem a palavra crise. Isso foi feito com a intenção de estimular a sua equipe e fazê-la perceber que aquele era o momento certo de aproveitar para expandir os resultados da organização, e não de fingir que não existia nenhuma crise. E pela reconhecida liderança, Antônio recebeu, pela quarta vez, o título de Executivo de Valor em Seguros.

Durante a crise, cresceu a inadimplência e houve um considerável aumento no número de roubos de automóveis e também de cargas, o que elevou os prejuízos da seguradora, que é uma das maiores representantes do segmento no mercado.

E além disso, quando os negócios começavam a se recuperar, as regiões Sul e Sudeste do Brasil sofreram gravemente com as chuvas e temporais, o que acarretou em perdas de residências e de automóveis.

Por conta disso, o resultado final surgiu das vendas de seguros massificados tanto de residências quanto de automóveis nas outras regiões do país, além de seguros de vida e de garantia estendida para produtos como os eletrodomésticos. A Mapfre também contabilizou em um aumento dos seguros em áreas de altos riscos, como a de aviação e a de indústrias.

Para o presidente da Mapfre, o que possibilitou a expansão da empresa em todos os segmentos em que é atuante foi a atitude estratégica de transformá-la em um operador de diversos produtos.

Mas, não foi só isso, outra decisão importante para essa expansão da empresa foi tomada em 2003, quando ainda era focada na classe C e no interior de São Paulo. A Mapfre investiu na classe A/B e C/D e por causa dessa ampliação de públicos, foi a que mais cresceu no mercado de seguros.

Cássio pontua que a mudança de 19 milhões de pessoas da classe E para a classe C, pulando a classe D, favoreceu a estratégia utilizada pela empresa de seguros. E ainda vem por aí mais avanços em novos investimentos, segundo o presidente.

O caso da Mapfre ilustrou bem como é importante o líder engajar a sua equipe diante de uma crise  e motivar o público interno a produzir, a fazer a sua parte e a realizar o seu trabalho a fim de buscar os interesses da organização, sem perder o foco.

Fica evidente como uma forte e boa liderança é primordial para alcançar bons resultados e atingir as metas por meio dos funcionários da empresa. São eles que fazem tudo acontecer e é o líder o responsável por administrar esse contato e a comunicação com os funcionários.

Por Ana Carolina Pampolha

Fontes: 

Revista Executivo de Valor – Abril/2010 (página 40) “Capacidade para liderar e buscar novos caminhos”. Por Janes Rocha.

Mulheres no comando: a habilidade feminina no exercício do poder

4 maio

 Não é mais nenhuma novidade o fato de que as mulheres tem um grande papel na sociedade, em especial no que se refere ao mercado profissional. Isso teve início no século 19, quando a industrialização dava seus primeiros passos. Juntamente com os homens, muitas delas passam a trabalhar nas fábricas e a aumentar gradativamente sua participação no mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE*, hoje, as mulheres representam parte significante da população economicamente ativa  no Brasil. De acordo com o SEADE*, esse número corresponde a 46,7% só na região metropolitana de São Paulo, onde, no ano de 2010, foram gerados mais de 163 mil postos de trabalho para a população feminina.

Porém, mais importante do que discutir a simples inserção da mulher no mercado de trabalho, é fundamental analisarmos o que tem impulsionado sua constante e crescente colocação em postos de chefia e como elas exercem suas funções nessa posição.

Elas tem lutado para conquistar seu espaço e isso tem surtido bons resultados. O público feminino ganhou destaque no que diz respeito ao aumento de qualificação profissional, o que no passado era um ambiente mais dominado pelos homens. Hoje, é comum que mulheres sejam maioria em salas de aulas de cursos de graduação, palestras, congressos e etc., sendo um dos pontos-chave no crescimento da busca por mulheres para preencher vagas de alto nível na hierarquia corporativa.

Outro fator é a maior facilidade, se comparado a alguns anos atrás, em conciliar a vida de mãe à vida profissional, se considerarmos que muitas empresas oferecem benefícios como aumento do tempo de licença-maternidade, auxílio-babá e creches. A mulher não precisa mais abrir mão da sua vontade de ter filhos para se dedicar profundamente ao seu crescimento profissional, isso permite que ela esteja melhor preparada para se posicionar nesse cenário.

Várias empresas enxergam nas profissionais características de liderança que a tornam mais aptas para esses cargos de gestão do que os homens, como a capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, visão detalhista, organização, maior habilidade para perceber e incentivar talentos em outras pessoas, além da sensibilidade como gestoras. Há ainda a ideia de que mulheres agregam sentimentos em todas as funções que desempenham, o que embute imaginação, criatividade e percepção às atividades.

Com base nesse pensamento, algumas organizações criaram ações específicas para esse público tão específico, mas tão importante. Por Exemplo, a Unimed  – maior rede de assistência médica do Brasil – realiza anualmente o programa Mulheres Gestoras, no qual as profissionais discutem o papel do público feminino no cenário atual da sociedade e realizam atividades com o intuito de promover a integração das pessoas que coordenam, trazendo uma melhoria não só nos resultados do trabalho, mas na qualidade de vida do grupo.

Todo esse ambiente favorável, somado às habilidades que o perfil feminino apresenta para exercer a liderança tem muito a acrescentar ao mercado de trabalho e às organizações, e a boa notícia é que elas parecem estar cientes disso.

Por Patrícia Coelho

Fontes:

– Revista Melhor Gestão de Pessoas – Março/2011 (página 55) “O poder delas”. Por Jacqueline Sobral.

– *SEADE: Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (www.seade.gov.br)

O que não se pode ensinar a um líder?

4 maio

Em entrevista à revista EXECUTIVO DE VALOR, de abril de 2010, Noel Tichy, “considerado uma das maiores autoridades do mundo no desenvolvimento de lideranças”, falou de um tema de suma importância na formação e no dia-a-dia de um líder: coragem e caráter.

é imprescindível que um líder possua uma lista de pessoas para cada cargo, inclusive para sua própria sucessão, assim garante-se que a organização estará sempre em boas mãos. Ele deve não só ter contatos, mas também formar novos líderes, embora haja atributos necessários que não são possíveis de serem ensinados, como os já colocados anteriormente, coragem e caráter. Tais características advém da própria personalidade e não podem ser impostos à uma pessoa.

Citadas na matéria, as empresas Google, Amazon e o grupo BestBuy são caracterizados pela origem de suas melhores ideias, vindas de líderes. Este dado nos mostra o quão importante é a formação deles nas organizações atuais.

O principal responsável pela formação dos novos líderes é o CEO (executivo-chefe), pois a ele, todos os níveis de colaboradores se reportam, dependendo do assunto. Por isso ele deve, também, compartilhar de seus conhecimentos e experiências não só com os líderes, mas com todos da organização.

Através dessa breve reflexão podemos perceber que grande parte do sucesso das organizações são consequência da boa formação, dedicação e empenho dos líderes, pois são os maiores responsáveis pelas decisões que a impulsionam.

Por Amanda Bueno.

Estar de olho na atual demanda

1 maio

Um bom líder precisa estar atento sobre as demandas dos consumidores de seus produtos ou serviços. É preciso dar atenção a esse aspecto determinante no rumo dos negócios de uma empresa.

Como foi o caso da Whirpool Latin America em 2009, com José Drummond Jr, presidente da empresa. Ele não desperdiçou a crise que ocorreu em 2008 e viu nela uma oportunidade de crescer e expandir seus negócios, produzindo mais eletrodomésticos.

E em 2009, favorecida pelo IPI reduzido, a Whirpool aumentou sua produção de acordo com as necessidades de seus consumidores, mas José Drummond deixa claro que não foi apenas a redução do IPI que fez com que as vendas subissem, mas a demanda da população já estava maior, principalmente no Nordeste.

O presidente afirma que há novos consumidores com a possibilidade de comprar os produtos pela acessibilidade que se fez presente no mercado de linha branca, e que faz questão de freqüentar algumas lojas, justamente para perceber como anda a demanda dos consumidores. Como por exemplo, o número de ar-condicionados mais do que triplicou no primeiro bimestre de 2010, em comparação ao de 2009. E apesar de acelerada, a produção, ainda faltaram produtos em algumas lojas.

Diante de tudo isso, a Whirpool expandiu seu orçamento nos investimentos, por ser o Brasil um dos maiores mercados de eletrodomésticos de todo o mundo.  E com esse cenário, a empresa luta por alíquotas mais baixas de produtos eletrodomésticos, ainda mais por serem de grande necessidade dos consumidores.

Para Drummond, é importante quando o governo e as empresas convergem para um mesmo ponto e trabalham em conjunto, pois além de ser possível atingir grandes metas e resultados, a sociedade também sai ganhando.

O que se pode depreender com esse case é a importância do líder em estar sempre alerta e consciente da demanda, das necessidades e até dos desejos de seus consumidores. Além disso, buscar melhorar, não estagnar e nem se acomodar, mas procurar criar, inovar e fazer sempre mais, visando os negócios da empresa.

Por Ana Carolina Pampolha

Fontes: 

Revista Executivo de Valor – Abril/2010 (página 60) “Um líder sempre muito atento ao pulso da demanda”. Por Daniele Madureira.